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Proletário



Proletário

Leanderson Silva

“Cada vida uma vida, cada história uma história.
Cada vida sua própria história, e essa é a minha...
Muito prazer, pode me chamar de Proletário.”

Para você assim como eu que não faz ideia de como é a vida de quem mora na favela, Proletário veio para contar sua história. E para os demais que tem uma experiência de vida com uma situação parecida, eu tenho certeza que irão se identificar.
Mas antes disso, quero lembrar a vocês que esse livro é fictício que se baseia em fatos reais, para ser mais exata no Complexo da Penha em novembro de 2010.


De família humilde, Proletário cresceu na favela e desde pequeno sabia quais são as regras e quem as ditavam.
Ele cresceu, se tornou um homem honesto e muito trabalhador. Mais além de muito trabalho e esforço, ele também presenciou várias coisas em sua comunidade no decorrer do tempo.

“(...) fui criado a não encará-los, tanto eles quanto a polícia, sempre
manter a cabeça baixa, para evitar problemas. Essa era uma das regras básicas lá em casa, não encare, se possível, não olhe nos olhos, evite ao máximo, e sempre foi assim.”

O personagem traz à tona de como é viver nas circunstâncias de uma comunidade que o governo não ajuda muito e que a polícia não tem muito acesso ou não trás uma segurança adequada para todos que moram lá.
Percebemos também que em reflexo disso, muitas coisas que a comunidade conquistou as vezes foi fruto do que o “Chefe/líder” da comunidade trouxe para melhorar o complexo. Além da segurança das pessoas que viviam/vivem ali.

Entre coisas boas como fazer a comunidade crescer e prosperar, existem também aquelas coisas que nunca mudam e que nem precisam ser ditas.
Outro ponto que a história nos mostra é que cada chefe/líder que a comunidade teve, tinha um jeito de liderar e comandar todo o complexo. E dependendo de como ele exercia o seu poder, a comunidade poderia viver em repleta harmonia ou não.

Ao decorrer do livro nos envolvemos ainda mais com a vida de Proletário com o crescimento de sua família e também por ser uma pessoa muito próxima ao novo líder da comunidade. Então a partir daí, nossa leitura vai fluindo cada vez mais voraz e intensamente. Somos surpreendidos por uma série de acontecimentos que com certeza impactaram no meu coração.
As cenas a seguir me surpreenderam de tamanha forma que perdi o chão. Eu literalmente sofri com a comunidade e inteiramente com Proletário.

Acredito que o autor conseguiu trazer muito realismo para a história, até porque ele viu de perto muitas coisas.
Proletário talvez não é a história de alguém de verdade, mais a história dele acredito que pode se encaixar na realidade de várias pessoas desconhecidas.

O livro, para mim trás um assunto delicado e que me faz ter vários questionamentos como se elas realmente estão seguras com tanta violência e rixas de líderes opostos?
Ao meu ver, as pessoas da comunidade são felizes e são pessoas extremamente humildes de coração, mas talvez pese na balança algumas coisas… Será que essas pessoas não vivem em constante medo? Será que elas tem medo de sair de lá?
Será que realmente a segurança pública consegue cuidar de todos? E quanto aos políticos, será que fazem muitas coisas por eles? Acredito que para algumas perguntas eu tenha algumas respostas…

Eu não sou do Rio, mais acompanhei várias cenas na TV. É algo marcante. E quando lemos a história do Proletário, é como se fizéssemos parte de lá de alguma forma.

É bastante real e intenso.

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Informações sobre o livro:
Proletário - Baseado em fatos reais
Amazon
114 páginas

Sinopse: O dia 28 de novembro de 2010 entrou para a história como o dia em que as principais autoridades do Rio de Janeiro retomaram das mãos do poder paralelo o controle do Complexo do Alemão e da Penha. Na Guerra do Rio de Janeiro, como ficou conhecida, cidadãos comuns tornaram-se vítimas do fogo cruzado entre facções e policiais, muitos vindo a óbito.


Chegar vivo em casa é questão de sobrevivência, estar vivo na favela é uma grande vitória, proteger sua família é a missão diária do Proletário, quem nos conta essa história.

“Cada vida uma vida, cada história uma história. 
Cada vida sua própria história, e essa é a minha...”
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Editado por: VICTÓRIA DANTAS.
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