Entrevista com Evelyn Postali

By Thaís Muniz - 07:00:00



Olá queridos leitores do blog!!
Mais uma vez trouxe uma entrevista suuuper bacana para vocês!!
E na entrevista da semana, quero que vocês conheçam um pouco mais a autora Evelyn Postali!!
Gostaria de dizer que adorei conhecer um pouco mais a autora com as respostas dela para minha entrevista e espero que vocês também gostem de conhecer um pouco mais sobre essa autora maravilhosa!!
Lá no final da postagem vou deixar o link do destaque da autora e também da resenha do livro Trilhas de Silêncio!
Vamos deixar de conversa e conferir esse bate papo super legal?



  1. Quando você descobriu que queria começar a escrever?

Eu sempre gostei de histórias. Meus pais incentivavam a leitura. Eu comecei a escrever como alguns adolescentes começam: um diário – cheio de amores platônicos, de poemas. A poesia sempre fez parte do meu universo, assim como as HQs do Batman. Enciclopédias, clássicos da Literatura, histórias de ficção científica, fantasia... Tudo isso contribuiu para eu gostar de ler, para conhecer coisas, lugares, e para criar meus roteiros imaginários.

  1. Quando você iniciou, você desistiu de escrever o seu primeiro livro? Se a resposta for não, quanto tempo demorou a escrevê-lo?

Começar sempre é mais complicado. Eu comecei a escrever textos mais livres, sem muito cuidado com a norma culta. E Trilhas de Silêncio surgiu muito depois – 6 anos, mais ou menos - de eu começar a escrever. Eu demorei quase 4 anos para deixá-la pronta, do jeito que está.

  1. Teve alguém, ou um fato, ou até mesmo um autor que te inspirou a escrever suas histórias?

Gostar de ler já é um incentivo. Quando você gosta de ler e conhece histórias, vai percebendo que você também tem histórias para contar. A nossa capacidade inventiva é muito grande. Eu posso dizer que duas pessoas foram pontos chaves no início. Minha irmã e minha sobrinha, por motivos diferentes, mas direcionados para a escrita. Elas não só me incentivaram a escrever, como me encorajaram – leia-se ‘pressionaram’ – a publicar.

  1. Qual foi o primeiro livro que escreveu? Em que ano que começou e quando o finalizou?

Como já citei em uma das questões anteriores, Trilhas de Silêncio foi o meu primeiro livro, que é um romance dentro da temática LGBT, e demorou quase 4 anos para ficar pronto (2015).

  1. Você é daquelas que sofre muito com os famosos “bloqueios”? O que faz para fugir deles?

Não sofro muito com os bloqueios. Aprendi que não se pode fazer muita coisa. Quando uma ideia trava, eu faço outras coisas -  desenho, fotografo, ouço música, assisto séries, leio coisas diferentes, escrevo microcontos, poemas... Assim, as coisas se tornam mais leves e as ideias se tornam claras.


  1. Qual o livro que você teve mais dificuldade para escrever? Por que?

Todas as histórias nos impõem desafios. Trilhas de Silêncio, por ser o primeiro romance e por trabalhar com um tema bastante excluído da Literatura, me desafiou duplamente. Tanto eu necessitava escrever bem, quanto escrever bem sobre um tema que poucos autores trabalham. Nesse romance, o tema é o amor, a busca da identidade, a luta de ser o que se é.
Meu segundo livro, Promessa de Liberdade, me impôs uma grande pesquisa, porque se trata de uma distopia leve. Exigiu de mim um estudo sobre o nosso país e sobre a escravidão no mundo atual. Ele é mais duro, mais seco, em termos de linguagem porque a história, eu diria, não é leve. Nessa história, o tema é a liberdade, um dos nossos bens mais preciosos.

  1. E de todos os seus livros, qual foi o que mais mexeu com você?

Todos os livros mexem conosco. Cada um a sua maneira. Tanto Trilhas de Silêncio, quanto Promessa de Liberdade, provocaram em mim mudanças, reflexões, ações diferenciadas, porque trabalham com dois temas grandes e complexos – o amor e a liberdade. Duas coisas essenciais na nossa vida para que possamos ser verdadeiramente humanos.
Meu terceiro livro, que está para sair, é um romance policial, e ele trabalha com a questão da justiça, da busca da verdade, outro tema complexo.

  1. Quais foram as palavras de um leitor que mais te emocionou falando do seu livro?

Nossa... Foram tantas coisas maravilhosas que recebi em troca! Tanto com Trilhas de Silêncio, quanto com Promessa de Liberdade. Foram comentários e resenhas gratificantes. Palavras que juntei nas páginas dos livros para me fazerem lembrar da alegria que se tem quando se cria uma história que fala para o outro e que muda algo no outro.

  1. Todo final de livro, sempre fica aquela reflexão no coração do leitor. Qual é essa mensagem que você mais gosta de passar para os seus leitores no fim de cada livro?

Nós somos um pequeno pedaço de universo, mas não somos nada sozinhos, não somos nada sem amor, não somos nada sem liberdade.

  1. Eu sempre digo que em cada livro escrito, sempre tem um pedacinho nele do autor. Mas pelo menos em um desses livros, tenha mais que um pedaço do autor. Qual livro seria? E o que te faz ficar tão ligado a ele?

Talvez Trilhas de Silêncio tenha mais do que um pequeno pedaço de mim. Não só porque foi o primeiro, mas porque trabalhei a história dentro de um cenário que conheço.

  1. A Literatura Nacional tem muitas dificuldades e uma delas é o preconceito. O que você acha que mais dificulta os autores nacionais?  E o que você acha que deveria ser mudado para que essa dificuldade fosse amenizada?

Como leitora – e não existe como você escrever sem ler muito – eu procuro ler autores nacionais, tanto os que já são super conhecidos, quanto os que estão começando, tanto os que já têm uma editora, quanto os que são independentes. Existem muitos ótimos autores, com histórias maravilhosas, prontos para serem descobertos. Não estou dizendo para deixar de ler os autores estrangeiros. Estou dizendo para reservar um espaço maior para os autores brasileiros. Eles escrevem excelentes histórias e lutam pela visibilidade da Literatura Nacional.
Como leitora, procuro incentivar a leitura. É triste saber que livros não fazem parte da vida de um grande número de brasileiros. É triste saber que livros não são considerados importantes na formação das pessoas. Então, se posso fazer a diferença, eu faço. Eu falo, divulgo, incentivo a leitura. É mais do que fundamental.

  1. Com essas dificuldades citadas acima, você já pensou em desistir?

Não. Ainda não pensei em desistir. Talvez essa seja a ideia menos recorrente nos meus dias.

  1. E quanto aos personagens? Algum deles se espelha em alguém da vida real? Tem algum que você ama de paixão? Outro que você odeia? Se sim, diga o porquê.

Todos os personagens têm relevância para mim. Alguns mais, por serem os personagens principais das histórias e porque elas giram ao seu redor. Outros menos, talvez, não sei, porque não têm a trajetória de vida contada junto dos protagonistas principais. Porém, todos são construídos a partir de ideias para compor a trama e possuem certa importância. Difícil escolher um.

  1. Cite uma passagem engraçada e uma que a fez chorar de um dos seus livros.

Difícil dizer. Posso dizer o que os leitores disseram. Em Trilhas de Silêncio, alguns choraram no fim. Em Promessa de Liberdade, alguns quiseram me matar no fim. Quem sabe os leitores do blog possam nos dizer sobre isso, se lerem uma ou as duas histórias.

  1. Você tem algum novo projeto para que os seus leitores possam ficar ansiosamente esperando?

Tenho um romance policial – Fuligem - esperando para ser publicado. Só estou aguardando a leitura crítica acontecer para fazer os ajustes necessários. Essa história é diferente das outras duas porque trabalha em torno de um crime não resolvido e a personagem principal e feminina – uma garota muito esperta e de ação.

  1. Como seus familiares encaram sua rotina de isolamento para escrever um livro?

Eles me apoiam e me ajudam bastante. Sabem que estou fazendo algo que gosto e gostam do que eu faço.

  1. Deixe aqui sua mensagem para todos aqueles que admiram o seu trabalho e também uma mensagem para aqueles novos autores que ainda estão começando e pensam em desistir.

Aos meus queridos leitores, meu agradecimento de coração pelo incentivo, pelo carinho e cuidado que eles têm tido. Eu sou uma pessoa afortunada. Tenho não só leitores, mas leitores que se tornaram amigos e amigos que se tornaram leitores, me acompanhando e acompanhando minha produção – tanto em livro, quanto no blog -, incentivando a escrever.
Aos novos escritores... Escrever não é só inspiração. As ideias podem ser boas, mas só com elas não se escreve um livro. Precisa ler muito, informar-se muito sobre o tema, pesquisar, revisar, entender das teorias, ler autores diferentes, temas diferentes, mesmo aqueles que não nos agradam. Um escritor preconceituoso não tem muito futuro.
Eu tive leitores beta, paguei por leituras críticas, por revisão. Escrever é um investimento também. E pensar assim ajudou bastante. Eu sempre saio mais segura, com a certeza de estar apresentando para o leitor uma história  
caprichada, certinha, sem erros, sem furos.
Os grandes escritores, os escritores já experientes, e mesmo os que já iniciaram essa caminhada há pouco tempo, dizem o mesmo. É preciso lapidar o texto, procurar pessoas que ajudem a construir a história de forma plena – revisores, críticos literários, agentes, diagramadores. Um autor que não precisa de nenhum profissional nessa área, talvez não precise nem de leitores, não é mesmo?



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Espero que vocês tenham gostado! 
E eu agradeço a Evelyn por ceder um pouco do seu tempo precioso para responder as minhas perguntas! Obrigada de Coração!

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