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Entrevista: Leanderson Silva, autor de Proletário



Olá queridos leitores do blog!
Hoje estou aqui com uma entrevista feita especialmente para os meus parceiros do blog! E para estrear com a gente, convidei Leanderson Silva para responder minhas perguntas!
Espero que gostem de conhecer um pouco mais do autor.
Para quem ainda não conhece, Leanderson é autor do livro Proletário e já foi nosso destaque da semana! (clique para ver resenha)
Mas chega de papo e confira na integra nosso bate papo!


  1. Quando você descobriu que queria começar a escrever?
Em 2006, aconteceu alguns eventos na comunidade onde eu moro e passei a anotar tudo.

  1. Quando você iniciou, você desistiu de escrever o seu primeiro livro? Se a resposta for não, quanto tempo demorou a escrevê-lo?
    Sim eu desisti, deixei na gaveta por 3 anos. Retomei a escrita e parei de novo, quando veio uma nova guerra na comunidade em 2010 e dei prosseguimento ao livro.

  1. Teve alguém, ou um fato, ou até mesmo um autor que te inspirou a escrever suas histórias?
    Sim, Eduardo Sphor e Paulo Coelho depois de um longo bate papo.

  1. Qual foi o primeiro livro que escreveu? Em que ano que começou e quando o finalizou?
    Meu primeiro livro, mas não publicado foi “O Senhor dos Exercitos – Vale dos ossos secos” está guardado até hoje, escrito em 2008.

  1. Você daqueles que sofre muito com os famosos “bloqueios”?
    Meus bloqueios estão mais ligados a preguiça mesmo, tem dias em que escrevo 20 páginas tranquilos, outros 1 página só e está ótimo.

  1. O que faz para fugir deles?
    Disciplina, Disciplina e Foco.

  1. Qual o livro que você teve mais dificuldade para escrever? Por que?
    Proletário, pois os eventos narrados no livro foram reais e aconteceram em 2010, algumas coisas foram perdidas tive que contar com a memoria mesmo.

  1. E de todos os seus livros, qual foi o que mais mexeu com você?
    Bom, Livro foi Proletário. Conto foi Nocte Angelus Resiliência.

  1. Quais foram as palavras de um leitor que mais te emocionou falando do seu livro?
    Todos os leitores dizem quase a mesma coisa, parece que estou assistindo tudo que você contou no livro. Outros falam que o final foi extremamente tenso e rolaram lagrimas. O que mais me tocou mesmo foi um comentário de uma adolescente que disse que ela teve a sensação de ter sido levada até o interior da favela e quando chega no meio do livro ela se viu tão envolvida que a mente dela fez ela sentir que foi abandonada lá dentro só pra sentir na pele o que os moradores passam.

  1. Todo final de livro, sempre fica aquela reflexão no coração do leitor. Qual é essa mensagem que você mais gosta de passar para os seus leitores no fim de cada livro?
    Valorize cada conquista, cada passo, cada sonho, pois tem pessoas dentro das comunidades que nunca tiveram a oportunidade que você está tendo agora.

  1. Eu sempre digo que em cada livro escrito, sempre tem um pedacinho nele do autor. Mas pelo menos em um desses livros, tenha mais que um pedaço do autor. Qual livro seria? E o que te faz ficar tão ligado a ele?
    Proletário – sempre, cada pagina praticamente escrita com gotas de sangue.

  1. A leitura nacional, tem muitas dificuldades e uma delas é o preconceito. O que você acha que mais dificulta os autores nacionais?  E o que você acha que deveria ser mudado para que essa dificuldade fosse amenizada?
    Acho que os autores nacionais não se ajudam, esse é pra mim o primeiro passo a ser quebrado. O Segundo é pararmos de achar que o que é bom vem de fora, somos bons também

  1. Com essas dificuldades citadas acima, você já pensou em desistir?
    Varias vezes, mas o que me incentiva a continuar é ouvir minha filha e alguns leitores dizendo que quer ler o que vem da minha cabeça.

  1. E quanto aos personagens? Algum deles se espelha a alguém da vida real? Tem algum que você ama de paixão? Outro que você odeia? Se sim, diga o por quê.
    Sim, características adicionadas nos personagem que evocam amor e ódio.

  1. Cite uma passagem engraçada e uma que a fez chorar de um dos seus livros.
    A descoberta do potencial que um dos meus personagem tem, e quando uma personagem de um dos meus contos resolve se suicidar por influencia de um anjo.

  1. Você tem algum novo projeto para que os seus leitores possam ficar ansiosamente esperando?
    Sim, quando termina o livro Proletário algo extraordinário acontece e desencadeia varias situações que me deu ideia para continuar contando até o desfecho

  1. Como seus familiares encaram sua rotina de isolamento para escrever um livro?
    No começo eles estranharam, tive problemas sérios. Mas hoje quando eles não me vem por semanas, já sabem que estou isolado, dentro do meu universo, e que coisas boas estão chegando.

Deixe aqui sua mensagem para todos aqueles que admiram o seu trabalho e também uma mensagem para aqueles novos autores que ainda estão começando e pensam em desistir.
Quero primeiramente lhe agradecer pela oportunidade de falar um pouco sobre mim. Aos meus queridos leitores meu muitíssimo obrigado, sem vocês não tem graça, escrevo pensando em tocar no coração mesmo, quando estou isolado imagino o rosto de vocês ao ler tal pagina, os descrever tal cena. Então tudo que escrevo é pensando nas suas reações, novamente obrigado. E aos autores que estão chegando, Disciplina e foco, não pense no dinheiro, pense em seus leitores, não desiste, nem que você escreva só para seu filho, escreva vai valer a pena.
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Editado por: VICTÓRIA DANTAS.
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