Entrevista: Valéria Gravino, autora de Enquanto Espero

By Thaís Muniz - 07:30:00

Olá queridos leitores do blog! Como prometido, mais uma entrevista super especial com um dos meus queridos parceiros!
E nessa semana, tenho um prazer de apresentar a entrevista com a autora Valéria Gravino, que além de uma maravilhosa autora, também é uma pessoa maravilhosa!
Deixo aqui meu agradecimento a ela, pela oportunidade de apresentar seus trabalhos e conhece-la ainda mais!

Então vamos conferir?

  1. Quando você descobriu que queria começar a escrever?
Primeiramente,muito obrigada por esse espaço, Thaís!
Eu já escrevia para mim mesma desde criança. Mas após tantos anos me permiti ser publicada.

  1. Quando você iniciou, você desistiu de escrever o seu primeiro livro? Se a resposta for não, quanto tempo demorou a escrevê-lo?
Não, mas é claro que me senti muito insegura. Demorei cerca de seis meses.

  1. Teve alguém, ou um fato, ou até mesmo um autor que te inspirou a escrever suas histórias?
Teve um autor, meu primeiro ídolo, Monteiro Lobato, cuja criatividade me impressiona e inspira. E teve também Jorge Amado, cuja literatura tão rica me faz crer que é simplesmente inatingível o patamar que ele alcançou.

  1. Qual foi o primeiro livro que escreveu? Em que ano que começou e quando o finalizou?
Meu primeiro livro é de Direito Tributário, chama-se "A responsabilidade do sócio na execução fiscal". Ele é a adaptação do meu trabalho de conclusão de MBA na área, então comecei a redigir o trabalho em 2010 e terminei no mesmo ano, levando cerca de 3 meses. Em 2016, para adaptar o trabalho ao livro, levei cerca de mais 3 meses.

  1. Você é daqueles que sofre muito com os famosos “bloqueios”?
Sofro sim. Estou passando por um deles no momento!

  1. O que faz para fugir deles?
Me desligo totalmente até que a inspiração volte.

  1. Qual o livro que você teve mais dificuldade para escrever? Por que?
Meu primeiro livro, "A responsabilidade do sócio na execução fiscal", justamente por ser o primeiro e por ser técnico, que não me permite ter tanta liberdade para criar o texto, por conta do rigor que a obediência que as normas e princípios jurídicos demandam.

  1. E de todos os seus livros, qual foi o que mais mexeu com você?
O segundo, "Enquanto Espero", já que até então eu nunca havia publicado ficção, somente textos técnicos. Ter a leveza e a sensibilidade que um romance exige é muito difícil. A diferença entre os gêneros é total, é como mudar da água para o vinho.

  1. Quais foram as palavras de um leitor que mais te emocionou falando do seu livro?
Uma leitora me emocionou quando disse que estava apaixonada pela personagem principal, se identificou totalmente com ela, pois teria as mesmas atitudes e que achou genial a questão sobre a obra de arte abordada no livro. Disse ainda que o livro foi um"tapa na cara", pois ela esperava mais um romance  da mocinha que se apaixona pelo príncipe e o livro não tem nada a ver com esse tipo de enredo. Me emocionei porque era o que eu queria ouvir.

  1. Todo final de livro, sempre fica aquela reflexão no coração do leitor. Qual é essa mensagem que você mais gosta de passar para os seus leitores no fim de cada livro?
Mesmo na ficção, gosto de deixar a mensagem, ainda que implícita, para que pensem que qualquer pessoa poderia vivido aquela história.

  1. Eu sempre digo que em cada livro escrito, sempre tem um pedacinho nele do autor. Mas pelo menos em um desses livros, tenha mais que um pedaço do autor. Qual livro seria? E o que te faz ficar tão ligado a ele?
O "Enquanto Espero" tem esse "pedacinho", pois emprestei à personagem principal um pouco das dificuldades profissionais pelos quais passei enquanto iniciava a fase adulta da minha vida.

  1. A leitura nacional, tem muitas dificuldades e uma delas é o preconceito. O que você acha que mais dificulta os autores nacionais?  E o que você acha que deveria ser mudado para que essa dificuldade fosse amenizada?
O que mais dificulta é a enxurrada de livros estrangeiros que o país recebe e o marketing intenso destinado a eles, não permite competição. Creio que se as editoras abrissem mais as suas portas para os nacionais e que deixassem de fazer propostas com valores tão irrisórios, contribuíram mais para que pudéssemos ver mais livros nacionais em vez de um só entre tantos estrangeiros. É muito duro ser autor nacional, não há incentivo, há muita força de vontade e disposição de fazer grandes trabalhos e passar pelas agruras da desvalorização até ter esse trabalho reconhecido.

  1. Com essas dificuldades citadas acima, você já pensou em desistir?
Já pensei sim. Mas sou nacional, sou brasileira e como tal...não desisto nunca! Rsrs!

  1. E quanto aos personagens? Algum deles se espelha a alguém da vida real? Tem algum que você ama de paixão? Outro que você odeia? Se sim, diga o por quê.
Meus personagens são "Frankensteins", ou seja, pego qualidades e defeitos de várias pessoas e faço a montagem. Então, são baseados em várias pessoas simultaneamente, não há uma pessoa específica da qual eu tenha me baseado exclusivamente.

  1. Cite uma passagem engraçada e uma que a fez chorar de um dos seus livros.
Engraçada não tenho, mas tem a fase do sofrimento da personagem principal de "Enquanto Espero" que sempre que releio me dá vontade de chorar, assim como o final da personagem do meu conto "À luz de velas".

  1. Você tem algum novo projeto para que os seus leitores possam ficar ansiosamente esperando?
O "À luz de velas", é meu conto de suspense que acabou de entrar para uma antologia que será lançada na Feira de Livros de Buenos Aires deste ano, como participação especial . Há também um outro conto de suspense, que é o "Mar de intrigas"' e está concorrendo ao Prêmio Off Flip de Literatura de 2017, mas só poderá ser publicado após o resultado do prêmio.


  1. Como seus familiares encaram sua rotina de isolamento para escrever um livro?
Sem maiores problemas, até porque, curiosamente, não fico totalmente isolada para escrever. Muitas vezes consigo escrever mesmo com barulho e na companhia de outras pessoas.

  1. Deixe aqui sua mensagem para todos aqueles que admiram o seu trabalho e também uma mensagem para aqueles novos autores que ainda estão começando e pensam em desistir.
Para os leitores, toda a minha gratidão e carinho e para os novos autores, assim como eu, que nunca desistam. Ninguém disse que seria fácil. Não é fácil na Literatura e não será em lugar algum. Onde houver sacrifício, sempre teremos boas recompensas!


E aí, gostou da entrevista?
Então fiquem de olho que em breve mais um autor aparecerá por aqui!
Até a próxima!!

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